Moacyr Bernardino Dias-Filho(1) e Monyck Jeane dos Santos Lopes(2)
(1) Pesquisador, Embrapa Amazônia Oriental, Belém, PA. (2) Pesquisadora, Museu Paraense Emílio Goeldi,
Belém, PA
Resumo — Este estudo analisou as respostas das cultivares Massai, Mombaça e Tanzânia de Panicum maximum (syn. Megathyrsus maximus) sob excesso de água no solo. Também avaliou a tolerância dessas
cultivares a esse estresse. As plantas foram cultivadas em vasos, expostas a alagamento do solo por 5 dias e comparadas com plantas cultivadas em solo com drenagem adequada. O alagamento do solo reduziu o alongamento diário das folhas. A maior redução ocorreu na cultivar Tanzânia. As cultivares Mombaça e Massai tiveram redução semelhante, porém menor que a da Tanzânia. O alagamento do solo afetou mais a massa seca das folhas e o perfilhamento na cultivar Mombaça. A produção de raízes foi reduzida pelo
alagamento em todas as três cultivares. A massa seca total e a taxa de crescimento relativo tiveram comportamento semelhante ao das produções de folhas e perfilhos entre as cultivares. Em plantas alagadas, a biomassa de raízes diminuiu nas cultivares Massai e Tanzânia. Na Mombaça, não houve
mudança. A fotossíntese líquida e a condutância estomática foram mais diminuídas nas plantas alagadas da cultivar Tanzânia. Conclui-se que as cultivares apresentam diferentes níveis de tolerância ao alagamento, sendo Massai a mais tolerante, enquanto Mombaça e Tanzânia possuem tolerância
semelhante, com vantagem para Tanzânia. Termos para indexação: taxa de alongamento foliar, gramínea forrageira, fotossíntese, encharcamento do solo, trocas gasosas.
Edição executiva e revisão de texto
Narjara de Fátima Galiza da Silva Pastana
Normalização bibliográfica
Andréa Liliane Pereira da Silva (CRB-2/1166)
Projeto gráfico
Leandro Sousa Fazio
Diagramação
Vitor Trindade Lôbo
Publicação digital: PDF
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